As 7 Prisões da Mente Que Escravizam Uma Pessoa

Incrível como podemos ser escravos sem saber...

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Há 7 Prisões da Mente que têm a capacidade de escravizar uma pessoa: Trazem todo o tipo de doenças mentais e físicas, eliminam a alegria, a energia, a força de vontade e, no final atiram uma pessoa para o esquecimento e para a irrelevância.

Penso que poucas coisas são mais tristes do que chegar a um ponto da vida e sentir-se irrelevante, pior que isso talvez somente ser esse ponto da vida a sua última hora, olhar-se para trás e ter-se a certeza da irrelevância de uma vida inteira.

 

AS 7 PRISÕES DA MENTE QUE ESCRAVIZAM UMA PESSOA


A infografia acima podes utilizá-la no teu blog, caso desejes escrever acerca deste assunto. Copia este código e cola-o no teu artigo, na vista de “texto/html”:

<a href="http://ruigabriel.com/2017/09/03/as-7-prisoes-da-mente-que-escravizam-uma-pessoa/" target="_blank"><img src="http://ruigabriel.com/wp-content/uploads/2017/09/INFOGRAFICO.jpg" alt="INFOGRAFICO 7 Prisões da Mente por Rui Gabriel" width="600" height="1714" border="0" /></a>

Índice das 7 Prisões
#1: Dívidas
#2: Culpa
#3: Procrastinação
#4: Inveja
#5: Rancor
#6: Medo
#7: Isolamento

Sem conhecermos estas 7 prisões da mente, não nos podemos livrar delas. Sem nos livrarmos das prisões da mente a vida fica desnecessariamente difícil e complicada.

Prisão #1: Dívidas

As dívidas por pagar têm o poder de nos contaminar mental e emocionalmente. São um sumidouro de energia e podem impedir-nos avançar com a vida.

“Lembro-me que passei mais de 15 anos da minha vida com a mente e o coração completamente contaminados pelas dívidas. Pensava nelas todos os dias, todo o dia. Ia dormir a pensar nelas, acordava a pensar nelas e todo o dia trabalhava para tentar pagá-las.

As empresas que tinha tido faliram devido à minha inexperiência e incompetência. Eu não sabia nada de gerir empresas e tive duas. Resultado: dívidas muito maiores do que aquelas que eu poderia pagar.

A minha vida ficou prisioneira, a minha auto-estima em baixo, a minha auto-imagem muito negativa. E fiquei aí, muitos anos, prisioneiro das dívidas.

Um dia de Outubro decidi que “Já Chega!” Tinha acabado de ver as minhas filhas a fazerem os deveres da escola à luz de velas porque tinham cortado a eletricidade por falta de pagamento. Não tinha sido a primeira vez, era até muito frequente, mas daquela vez fiquei cheio de raiva pela situação em que estava e da qual não via um fim.

Comecei a trabalhar com Marketing Digital, a aprender tudo quanto podia, e comprar os cursos com dinheiro que não tinha e a fazer formações com recursos que realmente não podia despender, de acordo com as opiniões de inúmeras pessoas à minha volta. Mas eu estava determinado a encontrar uma solução e tinha descoberto duas coisas:

  1. Eu era o único responsável pela situação em que me encontrava.
  2. Essa situação só existia porque haviam coisas que eu não sabia. A minha incompetência na criação e gestão de riqueza era o principal desafio a ser superado.

Seis meses depois dei-me conta que estava a ganhar muito mais dinheiro do que podia gastar e que já não tinha a pressão das dívidas sobre a minha cabeça.

A sensação é indescritível de boa, mas assustadora ao mesmo tempo:

  • Era boa porque senti que um peso de anos e anos tinha sido levantado do meu peito e da minha cabeça.
  • Era assustadora porque agora não sabia o que fazer com a minha vida: sentia-me como o Batman sem o Joker, ou o Super-Homem sem o Lex Luthor. O vilão das dívidas tinha desaparecido e agora estava a ter uma séria dificuldade em encontrar a minha identidade. Eu era o lutador sem sucesso, era o que tentava fazer as coisas, que tentava pagar as contas e liquidar as dívidas. Essa era a minha identidade, e agora, que não tinha mais contas por pagar nem dívidas atrasadas, não sabia quem eu era.

O processo de re-descoberta foi fenomenal, durou uns meses mas levou-me a fundar a Tribo e o GAS e trouxe-me ainda muito mais sucesso do que eu alguma vez poderia ter pedido.

A libertação das dívidas criou um espaço enorme na minha mente e no meu coração e permitiu-me acolher inúmeras coisas novas e boas que construiram uma nova realidade e me transformaram numa pessoa melhor.”

O segredo para eliminar o poder que podem ter sobre nós é: Esquecê-las:

Se tens dívidas, por pagar, não te deixes ficar por isso mesmo: negoceia um plano de pagamento, integra esses pagamentos na tua rotina e na tua vida e esquece-as.

Se não o podes fazer sozinho, pede ajuda. Há contabilistas, advogados, serviços de gestão de dívida que te podem ajudar. O que é urgente é poderes esquecer rapidamente as dívidas e libertares-te mental e emocionalmente delas.

Esta é a fórmula para poderes soltar a criatividade e concentrares toda a tua energia na produção de riqueza, para ti e para outras pessoas.

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Prisão #2: Culpa

 

A Culpa é mais do que uma emoção: é um completo paradigma que inclui emoções diversas, como “frustração”e “vergonha” seguidos de mecanismos de defesa que geram “vitimização”.

O resultado é sempre corrosivo.

Algumas pessoas confundem “culpa” com “responsabilidade”. Pensam que “assumir a responsabilidade” equivale a “sentir-se culpado”. Nada disso.

  • Responsabilidade é a ação positiva focada no futuro: “assumo isto e vou fazer aquilo”.
  • Culpa é inação negativa focada no passado: “estou envergonhado e derrotado”, numa primeira fase, e depois vem a vitimização “não tenho sorte nenhuma, sou sempre a mesma coisa… ” e por aí fora.

O primeiro passo para libertares-te da Culpa é “Assumir a Responsabilidade”.

Imagina que vem um vendaval e que te destrói a casa. Quem tem a culpa? 

     – O vendaval?

     – O arquiteto que a desenhou? O engenheiro que a orientou? O empreiteiro que a construiu? Os pedreiros que realizaram o trabalho?

     – Tu?

Podes atirar a culpa em todas as direções e, se vires bem as coisas, todas as pessoas e acontecimentos que levaram à destruição da tua casa são culpados: a sua ação ou inação provocou aquele resultado.

Certo.

Porém, uma coisa é apurar os culpados outra coisa é assumir a responsabilidade, e é aqui que começas a resolver o problema da culpa.

Se não assumires a responsabilidade, estás a colocar o poder nas mãos de outras pessoas. Se o vendaval é o culpado, que poderás tu fazer? Se o arquiteto ou qualquer outra pessoa são os culpados… que poderás tu fazer?

Mas, sendo culpados tu e os outros, tu assumires a responsabilidade, sais da situação de vitima e passas de novo ao controlo da tua vida.

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O segundo passo para te libertares da Culpa é “Perdoares a ti mesmo“.

Durante muitos anos eu não podia assumir que estava errado. Pensava que se o assumisse a minha auto-estima ficaria prejudicada e que os outros iriam ver-me de forma menos importante.

Alimentei a ilusão do “eu tenho sempre razão” durante muitos anos. Curiosamente, mais ou menos os mesmos anos em que não ganhava quase nada trabalhando como um desalmado.

Não conseguia lidar com o erro. Não conseguia encarar o fracasso como sendo minha responsabilidade.

Nunca pedia ajuda.

O facto de não aceitar que cometia erros era a minha auto-defesa para não ter de me perdoar. Considerava imperdoável algum erro que cometesse e por isso não os assumia.

Sentia-me culpado mas não responsável e dizia muitas vezes: “Pois é, fiz isto e isto, sim, tive este ou aquele mau resultado, mas não foi por não dar o meu melhor, foi porque o cliente não pagou, o banco entalou-me, um sócio traiu-me.”

A casa tinha caído. Estava no chão e a responsabilidade era de todos, menos minha.

Um dia caí em mim. Estava no carro com a minha sogra, falando destas coisas, e caiu-me a ficha.

Disse: “a culpa é minha, a responsabilidade é minha, eu não sei o suficiente, preciso de ajuda.”

Logo que fiquei sozinho, desatei a chorar. Não havia ninguém a quem perdoar, expecto a mim mesmo.

Terminei esse dia todo partido, com dores no corpo como se tivesse sido atropelado. E, em certo sentido tinha sido: atropelado pelo ego e sobrevivi.

O terceiro passo para te libertares da culpa é pedir ajuda. Procura um mentor e segue as suas indicações.

Lembra-te: o teu melhor critério foi o que te colocou na posição em que estás. Não confies muito no teu melhor critério, não acredites muito nos teus próprios pensamentos, eles não são necessariamente o teu melhor conselheiro, a avaliar pelo resultado que tiveste até este momento seguindo os seus conselhos.

O quarto passo para te libertares da culpa é dedicares-te com completa dedicação a realizar aquilo que sabes que tens de realizar.

Torna-te fanático, abraça a missão. Recomeça a construção da casa, com os teus próprios braços, enquanto não tens outras circunstâncias melhores. Faz o máximo que podes fazer agora mesmo.

A ação positiva prova que assumiste a responsabilidade e cura a culpa.

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Prisão #3: Procrastinação

A procrastinação é a arte de manter o ontem.

Adiar o que tem de ser feito, cria um lastro tão grande, um peso tão grande que, literalmente te consome quase todas as energias.

Durante muito tempo me considerei um procrastinador, e foi assim que superei a procrastinação o suficiente para não interferir negativamente na minha vida:

a) Não pensar demasiado. Há um tempo para pensar e um tempo para fazer.

A maior parte das pessoas adia coisas porque se põe a pensar quando é hora de fazer.

Pensam coisas assim: “será a melhor altura agora?”, “posso deixar para mais tarde”, “preciso organizar-me melhor”, “tenho de ir estudar isto ou aquilo”, “deixa-me primeiro ver se…”, “agora não me apetece, e, se não me apetece é melhor deixar para mais tarde”.

Tens de saber uma coisa: quanto mais pensas pior. O teu cérebro está desenhado para a inércia, para poupar recursos, e se lutares com ele no terreno dele (pensamentos) vais perder.

Há um tempo para pensar, sim. É o tempo de tomar as decisões, de fazer os horários, delinear os planos de ação e as ações do plano e de os colocar na agenda.

Quando é tempo de pensar não é tempo de fazer, pois, se começares a fazer tudo à toa, acabarás por mais tarde gastar montes de tempo e recursos a corrigir os erros que poderias ter evitado com algum tipo de planeamento.

Há um tempo para fazer. Quando chega o tempo de fazer: chega a hora de executar, não é tempo de pensar se o vais fazer ou não. Podes pensar como fazer: se vais de carro ou a pé, sozinho ou acompanhado, mas, não vais ponderar ir ou não ir, tendo tu tomado a decisão de ir quando fizeste o planeamento.

É tempo para fazer: faz. Imediatamente, sem pensar duas vezes e sem dar oportunidade ao cérebro preguiçoso de começar a minar a tua ação.

A única forma de venceres a tua mente é lutares num terreno que te seja favorável: o da ação.

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b) Nunca, nunca deixar nada para trás. Ou o faço eu ou arranjo alguém que o faça (sub-contratação, ou “outsourcing”)

Quando queres fazer muitas coisas, alguma pode ficar para trás. Não há problema.

Não és um procrastinador quando vives em modo-de-ação e não consegues realizar tudo. És somente um humano ocupado. O procrastinador tem muito tempo disponível, não é esse o problema dele.

Porém, se começares a deixar coisas importantes por resolver, vais criar um problema e escravizar de novo a tua mente, ao manteres energia e foco em coisas que estão estagnadas.

Contrata alguém. Pede ajuda. Mas não deixes que fique nada de importante por fazer. Não precisas dessa âncora a prender-te ao passado.

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Prisão #4: Inveja

A Inveja começa com a comparação. Aprendemos a competir e a comparar-nos com outras pessoas.

Quando alguém tem, é ou faz algo que nós gostaríamos de ter, ser ou fazer, e ficamos com a sensação do “eu é que deveria estar ali”. Isto é Inveja.

A inveja parte de um princípio errado: o de que somos todos diferentes e agimos de forma independente no mundo.

Na realidade somos todos parte de um mesmo mundo e, quando um de nós fica melhor, todos melhoramos.

Quando uma pessoa supera um limite, cria uma nova crença nas outras pessoas e abre a porta a todas as outras para que o superem também.

O antídoto para a inveja são três:

a) O amor. As nossas ações são baseadas no amor ou no medo. Quando vives com base no amor és capaz de apreciar o sucesso de outras pessoas sem que isso te faça sentir diminuído. Sentes-te elevado pelos bons resultados dos outros e aproveitas a inspiração para te melhorares também.

b) Compara-te contigo mesmo e não com outros. Deixa-te inspirar pelas suas histórias de sucesso, aplica essa energia em seres melhor hoje do que ontem.

c) Tu não tens direito a ter, ser ou fazer algo para o qual não estás preparado. Se outras pessoas realizam coisas é porque estão preparadas, e se tu ainda não as realizas é porque não estás. Foca-te no plano de ação e pára com as comparações.

Imagina um escalador a meio de uma parede, parado a olhar à sua volta.

Olha para baixo e vê o quanto já subiu. Também vê outros escaladores que estão atrás, mais abaixo que ele. Pode sentir-se melhor que eles por esse facto, e sentir que podem ter inveja sua. Isso alimenta-lhe o ego, porém esse mesmo ego que se alimenta dos que estão mais abaixo, desanima quando olha para cima e vê todos os escaladores que estão mais adiantados.

Alguns estão no topo, a celebrar, outros estão quase lá. Desses, alguns estavam há pouco tempo lá em baixo, e agora estão à sua frente. 

Enquanto se está a comparar com os outros escaladores, as suas emoções variam, a sua auto-estima varia, a sua energia varia. Começa depois a pensar no que os outros dirão, ou no que estão a pensar.

Pensa que deveria já estar mais acima porque o fulano está, critica-se, envergonha-se e justifica-se, e, enquanto está a fazer tudo isto, não está a trepar a parede que é a única coisa que lhe traz resultados.

Pensa nisto: tudo o que tu tens, és ou fazes é o resultado das tuas decisões e ações no passado, da mesma forma que toda a gente.

Não és nem melhor nem pior por teres mais ou menos resultado que outra pessoa.

Não és nem mais nem menos do que qualquer outra pessoa, seja ela quem for. Ela está a fazer o caminho dela e tu estás a fazer o teu.

Aprecia o sucesso dos outros como sendo parte do teu sucesso, porque essa é a realidade: todos estamos ligados e sempre que alguém realiza algo está a melhorar toda a gente que se deixe inspirar. Tu incluído.

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Prisão #5: Rancor

Rancor é auto-mutilação. É alimentado por pensamentos repetitivos, que podem tornar-se crónicos e dar-te cabo da saúde e de qualquer possibilidade de sucesso.

Eu pensava que não era uma pessoa rancorosa. Sentia que podia “cagar e andar” facilmente quando alguém me fazia algo de mal. Estava enganado. Não sendo rancoroso, pois não é um padrão de comportamento que tenha, sou capaz de doses elevadas de rancor e sei o mal que isso faz à mente de uma pessoa. À minha.

Há um tempo atrás senti-me traído por um amigo. Poderia enumerar todas as traições que senti, e, se pensar um pouco mais, ainda consigo descobrir mais umas quantas.

Este é o princípio do Rancor: a imaginação transforma-se em facto.

Lembrava-me de coisas, encontrava explicações, justificações para alimentar este sentimento. Fazia ligações, interpretações e tudo parecia fazer sentido dentro da minha cabeça:

– Nunca esperei que este gajo fosse capaz de uma coisa destas. Não consigo acreditar! E ainda por cima…. isto e mais aquilo…. e antes era assim e agora é assado…. já naquela altura estava a pensar em fazer uma coisa destas…. era um falso….

E todo o tipo de diálogos interiores que só têm a ver contigo e não têm nada a ver com a pessoa de quem estás a falar.

Não está em questão se tinha sido traído ou não, ou se aquela pessoa tinha feito algo mau em relação a mim. Não é esta a questão.

A questão é o Rancor que foi crescendo. Aquela pessoa fez-me mal uma vez e eu continuei a fazer-me mal a mim mesmo depois disso. Pior: o mal foi crescendo como uma história que conto a mim mesmo e que, a cada vez que a conte ganhasse mais poder.

Isto é Rancor e pode dominar a tua vida facilmente porque traz uma quantidade de adrenalina (e podes viciar-te nela facilmente) e impede-te de ver as coisas com clareza.

Facilmente começas a reger a tua vida por aquilo que tu achas que o outro pensa que tu pensas… e afinal o outro não está minimamente preocupado com o teu problema.

Rancor é problema teu e só tu podes resolver.

  • Começa por perdoares- te a ti mesmo por te sentires assim. Não te culpes, mas assume a responsabilidade.
  • Depois perdoa a essa pessoa. Agora sabes que o mal que te fez não foi nada comparado com o mal que fizeste tu a ti mesmo alimentando as histórias.

Faz uma lista das 10 melhores qualidades que essa pessoa tem e lê-a várias vezes.

Repete o seguinte mantra enquanto tens a imagem dessa pessoa na tua mente:

“Perdoa-me, eu perdoo-te, amo-te, e desejo-te muita paz e muita felicidade. Obrigado.”

Se puderes falar com ela, fala, mas na realidade podes perdoá-la mesmo sem falares com ela, caso não seja possível.

A reação da outra pessoa ao teu processo de cura não te diz respeito. Ela pode ter o seu próprio rancor e terá de lidar com ele. Isso não te interessa nem te diz respeito, deixa estar.

Faz este processo uma única vez e esquece o assunto. Está resolvido e não voltes a pensar nele a não ser com amor e compreensão.

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Prisão #6: Medo

O Medo existe para nos proteger e é um dos recursos mais poderosos da nossa mente. Obrigado a ele.

Sendo tão poderoso, porém, o medo pode aprisionar-nos a mente quando nos bloqueia a ação ou lança confusão nas nossas decisões.

Senti medo variadíssimas vezes na minha vida e sempre aprendi algo com ele. Quando tinha muitas dívidas, tremia sempre que tocava o telefone, ou ganhava coragem para ir ver a caixa do correio. Tinha medo do futuro, da insegurança, do que poderia acontecer se….

Este é o medo mais comum, pelo que tenho visto: “E se acontecer isto… como vai ser?” “E se ele fizer aquilo?”, “E se este plano não funcionar?” e a mente começa a usar a imaginação para criar os piores cenários, muito vívidos na nossa mente, carregados de emoção negativa.

E aqui está o problema do medo: visualização criativa e emotiva.

E isto é um problema porque o que criamos na nossa mente começamos a manifestar na realidade.

Começamos a tomar micro-decisões e micro- ações, de forma mais ou menos subconsciente que irão levar-nos naquela direção.

Quando era criança e aprendi a andar de bicicleta, eu, tal como todos os miúdos das redondezas, fizemos isso no adro da igreja.

Era o único espaço aberto e amplo que existia por ali, porém tinha uma única palmeira mesmo no meio do recinto.

Todos nós, miúdos, batemos vezes incontáveis contra essa palmeira. Parecia que tinha um íman atrator de bicicletas, porque, apesar de aquela palmeira ocupar somente uns 80 centímetros de largura em mais de 30 metros de espaço amplo, as bicicletas batiam lá mais vezes do que seria normal.

O medo que todos tínhamos de bater na árvore ocupava tanta da nossa atenção que, na nossa inexperiência, acabávamos por manobrar a bicicleta contra a nossa própria vontade, sabe-se lá como, mas o resultado era mais um nariz esborrachado, um dente partido ou pelo menos umas nódoas negras.

Essas mazelas, geravam mais medo e o medo gerava mais mazelas, num círculo vicioso que éramos incapazes de quebrar.

Este medo do futuro, fruto da imaginação e das histórias que contamos a nós mesmos supera-se mudando as histórias.

Quanto te perguntares “E se não funcionar” e começares a imaginar como será o futuro negro que poderá decorrer daí, substitui a pergunta por “E se funcionar?” e começa a imaginar o futuro brilhante que advirá daí.

Quanto ficares encolhido com medo do futuro, do telefone ou da carta no correio, ou do patrão ou do parceiro

  •  Agradece ao medo, tomando consciência dele como se fosse uma pessoa diante de ti,
  • Agradece-lhe estar ali para te proteger, mas não precisas dele neste momento.
  • Depois afasta-o com as mãos para o lado e foca a tua atenção no trabalho, na ideia, no plano de ação que tens desenhado para resolver a tua vida.

Estes 3 passos mudaram a minha vida porque comecei a desapegar-me do medo e da negatividade que vem com ele.

Depois de fazer isto algumas vezes a resposta mental começou a ser automática: sempre que vinha o medo, era substituído por ação e visualização positiva e emotiva do futuro.

Sabes uma coisa: funcionou e continua a funcionar 100% da vezes.

Uma das coisas de que mais me orgulho é a de saber que venci o medo do futuro e, para me manter em forma, fui vencendo outros medos também: montanha russa (feito) andar sobre brasas (feito) viajar em regiões pouco seguras (feito).

A disciplina e o treino constante de vencer o medo é um requisito para o sucesso.

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Prisão #7: Isolamento

O Isolamento é um mecanismo de defesa da mente para auto-preservação quando experiencia uma situação de crise.

Quanto temos medo podemos ficar paralisados, quando não estamos confortáveis, protegemo-nos. Protegemos a nossa integridade física e protegemos a nossa integridade mental e emocional. Fazemos isso, frequentemente, pelo isolamento.

Explico o que entendo por Isolamento e porque é uma prisão da mente:

A nossa mente está desenhada para sobreviver. Isso significa: manter-nos em segurança, dentro do que conhecemos e não gosta de mudanças. Por esse motivo, diante de uma ameaça: ficamos paralisados, fugimos ou lutamos, sempre com a intenção de voltar a criar uma situação em que a ameaça desapareça e volte tudo ao normal.

A rotina faz isso. É fantástica para nos ajudar a gastar pouca energia a fazer as coisas pois, cada vez que as fazemos, gastamos menos e menos energia. A repetição cria padrões e os padrões são a forma mais eficaz de responder a uma situação gastando o mínimo de energia possível.

O nosso cérebro faz tudo isso e a nossa mente acompanha o processo:

Quando estamos rotinados, ficamos isolados. Realmente prestamos menos atenção ao que nos rodeia, ficamos menos sensíveis às mudanças, por vezes simplesmente não as vemos ou rejeitamo-las inconscientemente.

Uma pessoa isolada não significa que viva sozinha, só significa que vive continuadamente sob a influencia do mesmo espaço físico, as mesmas pessoas, as mesmas ideias e está fechada a coisas novas, outras realidades e especificamente: à mudança.

Esta pessoa não lê livros mas provavelmente lê as mesmas revistas e os mesmos jornais de sempre.

Também não viaja para novos locais, não vive aventuras e evita imprevistos e experiências novas.

Se tiver um negócio, é conservador, não se desafia, não estuda todos os dias e não aprende diariamente: tende a cristalizar o conhecimento, e lutar contra as mudanças e a defender o seu território, tentando impedir a entrada de novos jogadores no mercado.

É um “sabe-tudo” resistente aos desafios a que chama “problemas” e lida mal com opiniões discordantes.

Lembra-te alguém?

Imagina o estrago que o isolamento faz com a mente!

Imagina o quanto a escraviza impedindo a criatividade, a aventura, a superação, a cooperação com outras pessoas, aquisição de novas ideias, a evolução da consciência e da mentalidade e da possibilidade de criar um impacto no mundo gerando enormes resultados no processo.

Creio que nenhum ser humano tem dimensão suficiente para conseguir grandes coisas sozinho. Pode conseguir alguma coisa lutando contra o mundo, mas pode conseguir grandes coisas somente no fluxo com o mundo.

Se falarmos de relacionamentos, é assim. Se falarmos de negócios, também. E, se falarmos de espiritualidade, de saúde, de realização pessoal… continua a ser assim:

O Isolamento mental existe para nos manter onde estamos, mas, como o mundo é dinâmico e muda constantemente esta característica da mente raramente serve o nosso melhor interesse.

Hoje: sai da concha, procura pessoas novas, vive aventuras, vence o medo e liga-te com os outros.

A Internet permite-nos comunicar de formas impensáveis há somente meia dúzia de anos atrás e tu vives neste mundo. Explora. Vive a Experiência!

Podes começar já ao comentar abaixo o que achaste deste artigo 🙂

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15 opiniões acerca de “As 7 Prisões da Mente Que Escravizam Uma Pessoa

    • É preciso tomar consciência se alguma dessas prisões nos mantém presos, e depois ter coragem de libertar-se tomando as decisões e as ações necessárias.
      Pedir orientação, costuma ajudar quando uma pessoa não sabe quais os próximos passos.
      Obrigado por comentares Cosma. Comenta sempre.

  1. Obrigado Rui pelo artigo esclarecedor e motivador.
    Revejo-me tanto nos vários pontos que enumeraste mas os 2 pontos que mais me identifico é sem duvida o medo e a procrastinação!
    Dou por mim várias vezes a deixar-me dominar pelas desculpas da mente, o medo de não dar certo, do sentimento de que as pessoas não vão gostar ou identificar-se com aquilo que eu quero fazer, com aquilo que vou escrever, e etc…
    E cada vez mais, a conclusão a que chego é que, tenho “quase” todos os bons hábitos de uma pessoa de sucesso, desde a leitura diária, palestras de motivação, palestras sobre espiritualidade, boa atitude, pensamento positivo, ser melhor todos os dias, estar atenta aos detalhes mas está a faltar o mais importante, a ACÇÃO! Por mais pequena que seja a acção, mas é o início para enfrentar o medo e a procrastinação.

    • Obrigado pelo teu comentário e pela tua partilha.
      A procrastinação e o medo são duas das prisões mais fortes, muitas vezes provocadas por alguma das outras.
      É fácil vencer a procrastinação e o medo, simultaneamente: pela acção.
      Tu sabes exactamente qual é o teu próximo passo. Dá esse passo. Sem pensar sem segundas opiniões e sem plano B, pois são os pensamentos excessivos as segundas opiniões e is planos B que retiram a energia.
      Coloca num papel aquilo que precisas fazer e, se puderes fazê-lo, faz imediatamente.
      Se não o poderes fazer, escreve qual o próximo passo e executa esse passo.
      É movendo-se que se realizam coisas.
      Mesmo sem ter todas as certezas, um barco em movimento pode ser manobrado. Parado não.
      Bom trabalho, Catia. Começa agora mesmo. Agora mesmo. Sim, pára de ler isto e vai dar o próximo passo.

    • 😉 Everson, obrigado pelo teu comentário. Sabendo agora o que são estas 7 prisões, se as puderes identificar em ti mesmo, poderás começar a abrir as gaiolas e e libertar-te delas.
      Grande abraço, comenta sempre.